marculus
prof. dr. marcos ferreira santos
agenda
trajetória
lab_arte & cice
material didático
textos
mares
poemas
canciones
bibliografias
estágio no lab_arte
núcleos de vivência e experimentação:
artes visuais
teatro
dança
dança do meio-dia
música
cine de animação
educomunicação
narração de estórias
fotografia
palavra

lab_arte - circo

magno, 2010
monitora do núcleo de circo:
Paula Capaz (palhaça-mágica tranquêra)
contato: paula.capaz@hotmail.com

MEMORIAL

Era uma vez
Uma menininha quietinha e assustadinha em sua escolinha.
Aí, ela entrou numa fila pra tirar foto com um Palhaço amarelo e ficou tão agitada e tagarela que uma professora lhe disse:
- Era tão quietinha... Que decepção!
Pôxa... Ela não entendeu nada...

Era outra vez
Duas priminhas mocinhas escolhendo a lembrancinha que iriam ganhar da madrinha.
Aí, cada uma levou um pingente: de cara de menina verde, pra uma; de palhaço, pra outra. E a tia olhou os dois e disse:
- A menina verde é mais bonita!
Ah! Ela não entendeu nada...

Era ainda uma vez
Uma jovenzinha revoltadinha querendo mudancinhas pra sua vidinha.
Aí, ela procurou e achou váaaaaaaaaarias respostas, outras váaaaaaaaaaarias perguntas e um Palhaço. E caiu no mundo. E tooooooooodos disseram:
- Ela enlouqueceu de vez!
Eles não entenderam naaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaada!

Era por vez
Uma mulher, uma Palhaça, que decidiu fazer da imaginação a sua realidade em qualquer lugar.
Aí, ela percebeu na sua história, o seu presente; em cada decisão, um tijolo; em sua vida, a construção de um modo ser. E disse pra si mesma:
- Me encontrei!
Ela tinha entendido quase tudo...
Pois sempre haverá muito ainda por entender.

E o que disseram os outros?
- É: fazer o quê? É uma TRANQUÊRA!
Fazer o quê?! Aplaudir!!!!!
E finalmente, eles também entenderam.

Plano de trabalho:

• Aprender a “dar a cara a tapa” – rir de si mesmo, rir da humanidade;

• Aquecimento corporal e vocal – perceber o próprio corpo, como ele pode ser engraçado por ele mesmo. Idem com a voz.

• Montagem de uma situação cômica:
 Equilibrar uma vassoura no centro da mão. Orientação: nada pode lhe desconcentrar. Depois: tudo te desconcentra;
 Mesmo jogo, só que com parceria: um super concentrado, outro tenta desconcentrar;
 Idem, mas com a orientação: se ele ceder, você recua. Se ele rechaçar, você insiste. O final é por conta de vocês.

• Chamar a atenção para as linhas da cara e como elas sugerem uma máscara. Olhar o rosto do outro e desenhá-lo com máscara.

• Do mesmo modo, o formato do corpo sugere uma roupa. Olhar o corpo do outro e desenhar peças que poderiam compor uma roupa de palhaço.

• Psicologia do Palhaço: uma construção gradual, que acontece na medida em que nos permitirmos ser palhaços, deixar o nosso palhaço sair. Ele está afinado com nossa espontaneidade, com nossa história de vida, nossas crenças genuínas, nossas críticas, nossas vivências, nossa memória corporal. Deixe sair, se perceba, se aceite, goste, permita-se fruir... e então nomeie. Nunca se agrada a todos, nada está garantido, então curta no ato! O seu prazer inspira o do público;

• Palhaço ou clown? Acredito que: tudo depende apenas do idioma em que nos comunicamos... e nada mais.

Sejam bem-vindas e bem-vindos e sintam-se “introduzidos” no universo da palhaçaria!



Programa do Lab-arte de Circo – Palhaços

Toda quarta-feira,
das 20 às 21h30,
na sala 149
(onde o Judas perdeu as meias, porque as botas perdeu antes!)

- A construção de um repertório cômico (o cômico cotidiano e o dos profissionais do riso ao longo da história);

- O corpo e suas formas de expressão (extremos, ridículos e inabilidades);

- A máscara do palhaço (as linhas da “cara”);

- A roupa do palhaço (a ênfase das formas do corpo);

- A brincadeira (a descoberta do meu tipo, a relação com os outros tipos, o improviso);

- O roteiro (a partir do vivenciado no improviso e do repertório levantado ao longo da caminhada);

- A experimentação (o ensaio sempre em aberto);

- O público (jogando com as "deixas" deste parceiro imprescindível).

Bibliografia:

ALBERTI, Verena. O riso e o risível na história do pensamento. Rio de Janeiro: Zahar,
1999.
BENDER, Ivo. Comédia e Riso: uma poética do teatro cômico. Rio Grande do Sul: Ed. UFRGS/ EdiPUCRS, 1996.
BOCA LARGA: Cadernos dos Doutores da Alegria/ nºs 1, 2 e 3. São Paulo: Doutores da Alegria, 2005, 2006 e 2007.
BOLOGNESI, Mário Fernando. Palhaços. São Paulo: Ed. UNESP, 2003.
CASTRO, Alice Viveiros de. O elogio da bobagem: palhaços no Brasil e no mundo. Rio de Janeiro: Ed. Família Bastos, 2005.
CHACRA, Sandra. Natureza e sentido da improvisação teatral. São Paulo: Perspectiva, 2005.
DUARTE JR, João Francisco. Fundamentos estéticos da educação. São Paulo, Papirus. FO, Dario. Manual mínimo do ator. São Paulo: Ed. SENAC-SP, 2004.


Núcleos de vivência e experimentação do lab_arte:


formulários:

lista de presença

certificado para estudos independentes

ficha de estágio pedagogia

ficha de estágio licenciatura

carta de apresentação prof. marcos ferreira

carta de apresentação prof. rogério de almeida

autorização para uso de imagem

 


 
   


 


 
 
 

 




 

agenda trajetória lab_arte & cicecursos & palestraslivrostextos